Perda Auditiva e Demência: O Que Diz a Investigação Científica

Um relatório científico de referência

A Lancet Commission on Dementia Prevention, Intervention, and Care, num relatório publicado a 31 de julho de 2024 na revista The Lancet, identificou a perda auditiva não tratada como o maior fator de risco modificável isolado para demência ao longo da vida, com uma fração atribuível populacional de 7%.

O que significa "fator de risco modificável"

Ao contrário da idade ou da genética, a perda auditiva é algo que pode ser tratado — com aparelhos auditivos, reabilitação ou intervenção médica. A Comissão do Lancet estima que, ao atuar sobre os 14 fatores de risco modificáveis identificados (incluindo a perda auditiva), seria possível prevenir ou atrasar até 45% dos casos de demência.

Porque a audição importa para o cérebro

Quando a audição piora, o cérebro recebe menos estímulo sonoro e social, o que pode acelerar o declínio cognitivo — sobretudo porque a perda auditiva não tratada leva frequentemente ao isolamento social. Tratar a perda auditiva cedo é também, de acordo com esta investigação, uma forma de proteger a saúde cognitiva a longo prazo.

Se tem mais de 60 anos e não faz uma avaliação auditiva há mais de um ano, é um bom momento para marcar uma.

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